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5 livros nacionais que caem no vestibular

29 de outubro de 2021Categoria: Educação

Se preparar para o vestibular não requisita focar os estudos somente nas matérias do Ensino Médio. É preciso também se atentar na literatura brasileira e seus gigantes escritores e obras. As universidades mais concorridas geralmente apresentam a lista dos livros para o vestibular que poderão cair em seus processos seletivos. O objetivo é avaliar o conhecimento dos concorrentes em relação à textos importantes.

Os clássicos logo de cara podem parecer cansativos por conta da linguagem. Porém, eles são os pilares da literatura brasileira e em sua grande maioria apresentam enredos engraçados ou super interessantes. E ainda, é possível por meio das histórias, aprender várias lições sobre a nossa realidade e, até mesmo, sobre quem somos.

Por isso, nesse Dia Nacional do Livro, reunimos 5 livros brasileiros que são os mais cobrados nas provas do vestibular. Confira:

 

Dom Casmurro (Machado de Assis)

Essa obra realista escrita por Machado de Assis, foi publicada pela primeira vez em 1899 e conta a história do possível triângulo amoroso entre Bentinho, Capitu e Escobar.

Dessa forma, a dúvida em torno da traição de Capitu persiste e traz com ela questionamentos acerca do amor, da família, da amizade e do lugar da mulher na sociedade brasileira.

O autor narra o romance entre ela e Bentinho, que se apaixonam ainda na juventude, mas são separados, uma vez que ele entra para o seminário. Já na vida adulta, eles se casam, mas o personagem duvida da fidelidade da esposa ao perceber uma semelhança de seu filho com Escobar, seu melhor amigo falecido.

 

Vidas Secas (Graciliano Ramos)

“Vidas Secas” é um romance publicado em 1938 por Graciliano Ramos, e retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca.

As obras do escritor são algumas das mais importantes da literatura brasileira e, por isso, são cobradas ano após ano. “Vidas Secas” faz parte da segunda fase modernista, chamada de regionalista, e é considerada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

 

O Cortiço (Aluísio de Azevedo)

Escrito pelo escritor brasileiro Aluísio de Azevedo, “O Cortiço” é um romance publicado em 1890 e faz parte do movimento naturalista do Brasil. A obra, narrada em terceira pessoa, descreve a vida das pessoas simples em um cortiço – habitação coletiva – no Rio de Janeiro.

Mesmo a trama sendo fictícia, Azevedo mostra as desigualdades sociais e raciais em uma história forte, que traz personagens não romantizados e complexos. Eles são representados como resultado do meio em que vivem e são condicionados por uma existência sofrida e dura.

 

Iracema (José de Alencar)

“Iracema” é uma obra muito conhecida da literatura romântica brasileira do escritor cearense José de Alencar. Publicado em 1865, trata-se de um livro representativo de uma temática conhecida como romance indianista, que fez parte do romantismo na primeira metade do século XIX, com presença de elementos indígenas, mitológicos e históricos.

A história fictícia acontece em torno do descobrimento do Brasil, com uma personagem mulher como protagonista. Iracema é uma protetora da floresta e faz parte da tribo Tabajara. No entanto, se apaixona pelo português Martim, após acertá-lo com uma flecha.

Ambos vivem um romance proibido e Iracema engravida, dando à luz a Moacir, primeiro brasileiro considerado no livro.

 

Capitães da Areia (Jorge Amado)

Essa obra modernista foi escrita pelo autor baiano Jorge Amado e publicada em 1937. O teor de denúncia social torna a leitura direta e objetiva, chamando a atenção do leitor para problemas sociais com o tema centrado na miséria dos meninos de rua.

O título do livro faz referência ao bando de meninos, os capitães da areia. Portanto, retrata a rotina de vários meninos, que fazem pequenos furtos para sobreviver diante da pobreza das ruas de Salvador. O enredo é narrado em terceira pessoa e, dessa forma, o leitor é imerso nos sonhos e sentimentos das crianças, mostrando como a falta de oportunidade prejudica seus objetivos.

Essa obra foi censurada pelo governo de Getúlio Vargas e Jorge Amado foi preso durante o período da Ditadura Militar. E assim, cerca de mil exemplares foram queimados em praça pública na capital baiana.

 

E aí, gostou de saber mais sobre os livros? Continue explorando nosso blog e descubra muitas outras dicas!

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